Fan Fic in Portuguese - Apocalypse: The Final Battle (Buffy and Angel crossover)

Taritcha

Townie
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The text is still in Portuguese, I plan to translate it to English, but my time is too short lately LOL

This is old stuff, I began writting it in 2005, and it isn't finished yet... The story starts in the exact moment Angel ended.

If anyone understands Portuguese and read it, I hope you enjoy hahaha

"Vamos ao trabalho!", disse Angel, enquanto partia para uma batalha contra milhares de demà´nios com o que restou de sua equipe. Eles provavelmente nà£o sobreviveriam, mas Angel era um Vitorioso, e seus amigos, heróis. E é isso que os heróis fazem: enfrentam o mal de frente para proteger as pessoas inocentes, sem se importar em perder a própria vida. Foi por serem heróis que concordaram em acabar com o Cà­rculo do Espinho Negro, mesmo sabendo que seria praticamente suicà­dio.
E foi assim com Wesley. Apesar de sua inteligência e poderes mà¡gicos, ele nà£o conseguiu enfrentar Vail sozinho, e foi ferido mortalmente, morrendo nos braços de "Fred".
Gunn também nà£o teve muita sorte. Conseguiu matar facilmente a senadora Brucker, mas seus vampiros/lacaios nà£o gostaram muito disso, e para Charles derrotà¡-los teve que enfrentar uma difà­cil batalha, de onde saiu gravemente ferido "“ nà£o lhe restava muito tempo de vida.
Mas eles eram apenas humanos. Homens normais que queriam ajudar a derrotar o mal e salvar a Humanidade. Eles eram frà¡geis, e sabiam disso, mas isso nà£o os impediria de lutar pelo bem de sua raça. Eles davam o melhor de si em cada luta. Até o fim.
Illyria era um caso a parte: nà£o era humana, mas por estar no corpo frà¡gil de uma jovem "“ Fred "“, teve que permitir que Wesley retirasse grande parte de seus poderes, caso contrà¡rio, ela explodiria em mil pedacinhos. Mas o ser ancestral ainda possuà­a uma grande força, e estava abalado com a morte de Wesley, o que lhe trazia um desejo incontrolà¡vel de matar "“ vontade que se realizaria durante aquela batalha.
O que falar sobre Angel e Spike? Dois vampiros da mesma "famà­lia" "“ Darla gerou Angel (Angellus na época), que gerou Drusilla, que por sua vez gerou Spike (que era conhecido como William, o sangrento). Conhecem-se hà¡ cerca de um século. Cem anos de desavenças. Os únicos vampiros com alma da história, e também os únicos vampiros apaixonados pela Caça-Vampiros. Esse era o mais recente motivo dos seus desentendimentos. Um motivo chamado Buffy.
Mas naquela noite eles estavam na mesma equipe, e lutariam lado a lado até a vitória. Ou a morte, o que quer que viesse primeiro.
A batalha começou bem para Angel e sua turma. Illyria acabava com và¡rios inimigos com um só golpe. Gunn, apesar de seu ferimento, se mostrou um empecilho para os demà´nios. Spike estava com a corda toda, ninguém resistia por muito tempo aos seus socos e pontapés, e logo iam para o chà£o. Angel escalava um prédio em busca de seu objetivo principal: um dragà£o que sobrevoava o lugar. Quando o vampiro alcançou o topo da construçà£o, o monstro jà¡ avançava em sua direçà£o, e o golpe foi inevità¡vel. Porém Angel tinha quase 250 anos de experiência em batalhas, e quando o dragà£o tentou outra investida, saiu ferido pela espada de Angel, e perdeu um pouco de altitude. Era tudo o que o vampiro precisava para se jogar nas costas do monstro e atingir a asa do mesmo, o que fez com que os dois caà­ssem rapidamente no meio do campo de batalha.
- Grande idéia, corte a asa do dragà£o e caia com ele. Brilhante! "“ ironizou Angel ao cair entre um grupo de demà´nios, que passaram a atacà¡-lo incansavelmente.
Enquanto tentava sair daquela enrascada, Angel pà´de observar sua equipe. Gunn havia sido morto. Spike era praticamente espancado, e Illyria parecia bem cansada. Isso foi suficiente pra destruir qualquer pingo de esperança de sobrevivência que ele tinha. Foi aà­ que um demà´nio o atingiu tà£o forte que Angel caiu quase inconsciente no chà£o. Ele jà¡ estava pronto para morrer quando algo inesperado aconteceu. Alguém apareceu por trà¡s do monstro e o matou com apenas um golpe. Angel olhou para a pessoa e reconheceu imediatamente aquela garota.
- Faith... "“ disse ele, espantado.
- Você realmente pensou que poderia lutar contra todos os demà´nios de L.A. e deixar a gente de fora da briga? "“ disse a jovem com um sorriso.
- A gente...? "“ Angel olhou ao seu redor e viu và¡rias garotas armadas chegando ao beco. "“ Um exército... De Caça-Vampiros! "“ exclamou admirado.
- O reforço acabou de chegar! "“ Faith respondeu enquanto ajudava o vampiro a se levantar.
Foi entà£o que a batalha equilibrou-se. Com a ajuda de Faith e as outras Caça-Vampiros, muitos inimigos foram derrotados, mas eles estavam em maior número. Apenas quando o sol estava prestes a nascer a luta parou. Nà£o porque um lado havia saà­do vitorioso, mas sim porque todos os demà´nios desapareceram de repente. Mas nà£o havia tempo para se preocupar com aquilo. O sol surgiria a qualquer momento, e havia ali dois vampiros que precisavam se esconder, bem como Caça-Vampiros feridas precisando de tratamento.
- Entà£o... "“ começou Faith "“ O que nós vamos fazer agora?
Angel parou e pensou por um momento.
- Vamos para a firma. "“ disse. Vendo o espanto no rosto da garota, completou "“ à‰ o último lugar onde eles esperam nos encontrar.
- à‰, parece ser uma boa idéia... "“ disse Spike, se juntando ao grupo.
- Entà£o é verdade que você està¡ de volta... "“ disse Faith com um sorriso.
- à‰... Tudo parte do joguinho da Wolfram & Hart, sabe... "“ respondeu ele "“ Faça o vampiro virar pó e depois o transforme em fantasma.
- Eu nà£o entendo vocês! "“ falou Illyria, se aproximando "“ Vocês perderam dois aliados, muitos està£o feridos, uma batalha muito pior do que essa està¡ por vir e vocês perdem tempo conversando.
- Wow! "“ exclamou Faith, espantada "“ Fred? O que aconteceu com você?
- à‰ uma longa história. "“ respondeu Angel "“ Mas ela tem razà£o. Nós precisamos nos preparar para a batalha que se aproxima, afinal nà£o temos chance alguma de vencer no momento. Vamos para a firma rà¡pido, antes que o sol apareça.
- Essa sim é com certeza uma ótima idéia! "“ disse Spike, encarando preocupado o céu.
- Entà£o vamos nessa! "“ exclamou Faith.
E com isso todos seguiram para a Wolfram & Hart. Pelo caminho, Angel pensava em tudo o que perdeu no último ano. Primeiro, desistiu de seu filho, Connor, para lhe dar uma vida decente. Depois, perdeu Cordelia. E Fred. E agora, ele havia perdido também Wesley e Gunn. Ele nà£o agüentava mais ter que se separar das pessoas que amava. Ele nà£o queria mais ser imortal e ser obrigado a ver todos a sua volta envelhecerem e morrerem, enquanto ele permanecia eternamente jovem "“ na aparência. Angel queria sair durante o dia, comer algo que nà£o fosse sangue, parar de lutar... Enfim, queria a vida tediosa de um humano comum. Mas ele sabia que isso nà£o aconteceria. Sua última esperança se baseava numa profecia, e havia sido destruà­da no momento em que assinou seu nome com sangue naquele pedaço de papel. Ele sabia disso, e sentia pesar por isso.
Finalmente, chegaram à  firma. O lugar estava completamente abandonado e ruindo.
- Entà£o "“ disse Faith, olhando o local "“ é aqui que vocês trabalham.
- Eu acredito que nà£o mais. "“ respondeu Angel "“ Afinal, nós matamos alguns clientes importantes, e também o precioso contato entre nós e os Sócios Majorità¡rios... Falando nisso, onde està¡ ele?
Angel dirigiu-se ao local onde havia deixado o corpo de Hamilton, mas nà£o havia nem sinal dele.
- Isso nà£o deve ser um bom sinal... "“ disse Spike.
- Vocês nà£o precisam se preocupar "“ Faith sorriu "“, a terceira frente de batalha està¡ chegando.
- Você quer dizer...? "“ Angel parecia espantado.
- à‰ isso mesmo! "“ a garota respondeu "“ A B e o resto da Scooby Gang està£o vindo pra cà¡ com Caça-Vampiros européias e brasileiras.
Angel e Spike se olharam, e logo em seguida desviaram o olhar. A notà­cia agiu como uma estaca direto no coraçà£o. Buffy estava voltando. Ao mesmo tempo em que os dois queriam revê-la, nà£o sabiam se conseguiriam encarà¡-la. Afinal, eles foram até Roma atrà¡s dela nà£o faz muito tempo, e descobriram que ela estava saindo com o Imortal, um dos seres que os dois mais odiavam. Nà£o, eles definitivamente nà£o estavam prontos para encontrà¡-la. Mas estavam no meio de uma guerra, e Buffy era necessà¡ria para a vitória. Estando eles prontos ou nà£o, ela estava vindo.
- à‰ só impressà£o minha ou vocês nà£o gostaram da notà­cia? "“ perguntou uma Faith confusa "“ Eu pensei que vocês iam ficar pulando de alegria porque và£o rever a garota da sua... Morte...
- Nà£o foi nada. "“ respondeu Angel, que logo desviou o assunto "“ Mas e quanto a você, Faith? Por onde andou depois que o mundo nà£o acabou?
- Você sabe "“ respondeu ela "“, por aà­... Eu fiquei um tempo com o Robin, mas nà£o deu muito certo entre a gente... Daà­ eu fui pra New York, e arranjei um emprego num necrotério.
- Necrotério? "“ Spike interrompeu.
- à‰... Como segurança. "“ Faith continuou "“ Eu jà¡ estou tà£o acostumada com corpos, que nem liguei. Eu só tinha que impedir a entrada de estranhos e proteger os "pacientes" do lugar. O problema começou quando os corpos começaram a falar comigo... "“ ao ver o espanto nos rostos de Spike e Angel, completou "“ Vampiros. Eles levantavam, eu os transformava em pó e tudo pronto. Só que eu nà£o podia explicar isso pro meu chefe, entà£o ele me mandou embora porque pensou que eu estava vendendo os corpos... Daà­ eu entrei em contato com a B e ela me deixou responsà¡vel pelo treinamento das Caça-Vampiros do pedaço.
- à‰ "“ disse Spike, olhando as garotas ao redor "“, você fez um ótimo trabalho!
- Obrigada. "“ Faith sorriu "“ Agora, nós precisamos nos preparar para a batalha. Vamos pesquisar sobre esses Sócios, descobrir o... Calcanhar de Aquiles deles e pisar nele com tudo!
Angel e Spike olharam surpresos para ela.
- Que foi? "“ perguntou a garota "“ Eu também entendo um pouco dessas coisas... Eu nà£o sou tà£o burra quanto vocês pensam.
Spike balançou a cabeça.
- Entà£o "“ disse "“, por onde começamos?
- A Sala Branca! "“ exclamou Angel "“ Ah, esperem... Gunn... Tinha falado que ela desapareceu. Mas nós ainda podemos verificar os arquivos da firma. Quem està¡ comigo?
- Boa sorte com sua pesquisa! "“ respondeu Spike "“ Eu prefiro vasculhar o lugar, ver se descubro alguma coisa sobre o nosso amigo Hamilton.
- Eu vou com o Spike "“ disse Faith "“, mas nà£o se preocupe, algumas das garotas podem ajudar você nas pesquisas. "“ ela fez um sinal com a mà£o e três das Caça-Vampiros foram até eles "“ As gêmeas sà£o Christina, que entende và¡rias là­nguas demonà­acas, e Teresa, que conhece demà´nios em geral. Aquela ali atrà¡s é a Anna. Ela nà£o faz feitiços, mas entende de magia como poucos.
- Certo. "“ disse Angel "“ Vocês três vêm comigo. Spike e Faith... Apenas tomem cuidado. Nós nà£o sabemos quando nem onde os inimigos podem atacar.
- Pode deixar. "“ Spike respondeu.
E eles passaram a manh࣠inteira procurando pistas para a batalha que estava a caminho. E aquela tarde também. E a noite. E foi assim durante três dias, até que finalmente eles pararam. Xander havia chegado da àfrica, e Willow e Kennedy tinham acabado de chegar do Brasil, junto com algumas Caça-Vampiros que treinaram por là¡. Agora só faltava Buffy e Dawn chegaram da Ità¡lia com mais Caça-Vampiros e o exército estaria completo.
Enquanto as Caça-Vampiros treinavam, Faith e os outros se reuniam na sala de Angel.
- à‰ muito bom rever todos vocês "“ ele disse "“, pena que as circunstà¢ncias nà£o sà£o nada boas.
- Finalmente chegou. "“ Xander parecia ao mesmo tempo ansioso e desanimado "“ O apocalipse. E dessa vez é pra valer.
- Mas nós vamos ter bastante ajuda. "“ Willow tentava ser otimista, como sempre.
- à‰... O inimigo também. "“ Spike era realista, mas ao ver o olhar que a ruiva lhe lançava, completou "“ Mas é claro, a nossa ajuda é mais poderosa.
- Mas serà¡ que é o suficiente? "“ Faith perguntou "“ Quero dizer, essas garotas têm força, agilidade e tudo mais, mas todas juntas nà£o têm metade da experiência que a gente tem. Elas jà¡ enfrentaram vampiros, nà£o o fim do mundo. Elas està£o prontas para isso?
Fez-se silêncio por um momento.
- Agora que você falou "“ começou Willow "“, eu me lembrei de uma coisa. Durante todos esses anos combatendo o mal, todos nós perdemos amigos, que eram fortes aliados. E agora que é a batalha final, por que nà£o trazê-los de volta à  vida?
- Você pode fazer isso? "“ perguntou Angel. Ele, assim como os outros, adoraria ter seus amigos de volta.
- Bom "“ continuou a ruiva "“, eu conheço um feitiço pra isso. Mas... "“ ela completou desanimada "“ Com o poder que eu tenho, nà£o serà¡ possà­vel trazer mais de três pessoas de volta, e eu sei que ninguém conseguiria escolher três entre tantos amigos queridos. Se ao menos eu tivesse mais poder...
Outro momento de silêncio.
- Illyria! "“ exclamou Angel, rompendo o silêncio "“ Wesley sugou parte dos poderes dela com uma mà¡quina estranha. Talvez você possa usar esse poder.
- Falando nisso "“ começou Spike "“, onde foi parar o Pà¡ssaro Azul? Eu nà£o a vejo hà¡ algumas horas...
- Nà£o sei "“ Angel respondeu "“, mas é melhor você verificar isso! Faith, acompanhe-o.
- E là¡ vai ele bancar o chefe de novo! "“ ironizou o outro enquanto deixava a sala, junto da Caça-Vampiros.
- Quanto ao feitiço "“ continuou Angel "“, o que você acha?
- Eu quero arriscar. "“ Willow disse sem hesitar.
- Fazer esse feitiço vai te machucar? "“ perguntou alguém que estava despercebido na porta da sala.
- Buffy! "“ exclamou Angel, espantado "“ Quando foi que você...?
- Agora hà¡ pouco. "“ ela respondeu "“ Dawn e as outras se juntaram ao grupo e està£o treinando. Mas voltando ao feitiço... Will, ele te machucaria de alguma forma?
- Na verdade nà£o "“ respondeu a bruxa. "“ Só que pra realizà¡-lo eu precisarei de muita energia, e para me recuperar vou precisar de umas boas horas de sono. Mas nada muito diferente de um domingo após uma noite agitada de sà¡bado.
- Mas você nà£o pode trazer todos de volta? "“ perguntou Buffy.
- Nà£o com o poder que eu tenho agora... "“ respondeu a outra, "“ Mas se eu conseguir os poderes que o Angel falou, eu tenho certeza que conseguirei dar um jeito!
Todos se calaram por um tempo. Claro que queriam ter seus amigos de volta, mas serà¡ que seria uma boa idéia? E se acontecesse igual aconteceu com Buffy, e eles forem arrancados do Paraà­so? Por outro lado, a ajuda deles era necessà¡ria. Eles tinham "experiência de campo", que o exército do mal tinha em excesso.
- Vamos fazer isso! "“ disse Buffy, quebrando o silêncio.
Xander concordou com a cabeça, da mesma forma que Willow.
- Sendo assim "“ disse Angel "“, venham comigo.
Eles se dirigiram ao laboratório, onde a mà¡quina deveria estar. Pelo caminho, Willow explicava aos outros como o feitiço funcionaria.
- A teoria é bem simples. "“ dizia ela "“ Eu só preciso usar minha energia para guiar os espà­ritos até os corpos. Essa é a parte fà¡cil. O problema é que para isso eu preciso criar corpos para esses espà­ritos, jà¡ que normalmente os originais... Digamos, nà£o està£o em bom estado. Mas fazer corpos humanos surgir do nada exige mais poder, que eu espero conseguir com a tal mà¡quina do Wesley. Eu só nà£o sei dizer se quem eu trouxer de volta vai se lembrar do local onde seu espà­rito estava. Pode ser que eles só se lembrem do seu último momento e vida.
- Entà£o "“ começou Xander "“ você pode ressuscitar qualquer pessoa, mesmo se o corpo foi destruà­do?
- Isso mesmo. "“ ela respondeu "“ Até mesmo... Anya.
Xander abaixou o olhar por um momento, sem graça. Estava na cara que ele queria trazer Anya de volta. Willow, mais do que ninguém, sabia o que era isso. Eles trocaram sorrisos tà­midos.
- Angel "“ disse Buffy "“, o que vocês conseguiram descobrir sobre os inimigos?
- Nà£o sabemos muita coisa ainda. "“ respondeu o vampiro "“ Também nà£o descobrimos nada sobre o contato dos Sócios Majorità¡rios, que eu acredito ter matado, mas que sumiu. A única certeza que temos é que eles têm milhares de subordinados, humanos e demà´nios, e aparentemente, no momento todos querem minha cabeça.
- Como eles podem querer uma coisa dessas? "“ disse a garota "“ Serà¡ que eles nà£o sabem que se cortarem sua cabeça ela e seu corpo viram pó?
Eles riram discretamente. Hà¡ muito tempo eles nà£o participavam juntos de uma batalha grande como essa, e ambos sentiam falta disso.
Finalmente chegaram ao laboratório. Angel acendeu a luz e entrou, e os outros o seguiram.
- à‰ essa aqui. "“ disse, pegando a mà¡quina "“ Só que eu nà£o faço idéia de como ela funciona. "“ ele passou o objeto a Willow, que o estudou com os olhos.
- O sistema é bastante complicado "“ disse ela "“, mas eu acho que posso dar um jeito.
- Eu acho que aqui você vai encontrar todo o material que precisa. "“ disse Angel "“ Eu vou até a sala do Wesley ver se encontro o projeto dessa coisa, ou pelo menos alguma coisa que ajude.
- à“timo! "“ disse Buffy "“ Will, se precisar de ajuda, me avise.
Todos a olharam confusos.
- A Maria, uma Caça-Vampiros italiana que eu trouxe pra cà¡, entende muito de mecà¢nica, eletrà´nica ou sei là¡ o que... "“ explicou.
- Mande ela pra cà¡, - disse Willow "“ nà£o vou recusar ajuda. Quanto mais cedo terminarmos isso, melhor.
- E eu vou ajudar as garotas nos treinos. "“ disse Buffy "“ Xander, você me ajuda?
- Claro Buff! "“ respondeu o rapaz. "“ Como nos velhos tempos.
- à“timo. Vamos todos ao trabalho!
Enquanto Willow começava a estudar a mà¡quina, Buffy e os outros deixaram o laboratório. Ela e Xander foram até o local improvisado para os treinamentos, e Angel foi até a sala de Wesley, onde inesperadamente encontrou Illyria.
- O que você està¡ fazendo aqui? "“ perguntou ele.
- Eu nà£o entendo. "“ ela respondeu "“ Ele era apenas um humano repugnante, mas eu tenho vontade de reencontrà¡-lo e conversar novamente com ele. Como eu, que esmagava humanos apenas por diversà£o, posso sentir falta de um?
- Talvez "“ Angel começou, depois de um tempo "“ porque você teve a chance de conhecê-lo. Isso nunca havia acontecido antes, certo?
Illyria o encarou por um momento antes de deixar a sala. Angel começou a procurar o que lhe levara ali.
Enquanto isso, Faith e Spike rodavam o lugar à  procura de Illyria.
- Entà£o "“ disse ela "“ , como é ser um fantasma?
- Basicamente "“ ele respondeu "“, uma droga. Nà£o dà¡ pra lutar, transar, bater no Angel... Nenhuma das coisas que eu gosto de fazer.
- Huh... à‰ bem parecido com a prisà£o. Realmente, isso é um saco... Nà£o que eu goste de bater no Angel.
- Sorte dele! Eu lembro bem da nossa pequena briga. Meu rosto agradece se você nunca mais fizer aquilo.
Ela riu. Depois de ficar em silêncio por tempo, acrescentou.
- Sabe... A B ficou muito mal porque nà£o conseguiu te salvar daquela vez. Segundo ela, se nà£o fosse por você ela nà£o teria tido forças pra batalhar, o que automaticamente levaria ao fim do mundo. E eu a ouvi dizer pra Will que nà£o agüentava mais ver quem ela ama morrer.
Spike nà£o respondeu. Ele havia avistado Illyria um pouco mais à  frente, e com isso escapou do olhar intimidante que a garota lhe lançava a espera de sua reaçà£o.
- Hey! "“ exclamou ele, correndo na direçà£o de Illyria, com Faith logo atrà¡s "“ Angel estava te procurando. Por onde você andou?
- Eu nà£o preciso dar satisfaçà£o pra um simples vampiro. Mas eu me encontrei com Angel hà¡ alguns minutos.
- Certo... "“ disse Faith. Virando-se para Spike, continuou "“ Bom, parece que nosso trabalho està¡ feito. Pelo menos por enquanto. Eu vou ajudar as garotas. Você vem?
- Claro. Qualquer coisa é melhor do que bancar o ajudante do Angel.
Eles foram até o local onde as Caça-Vampiros estavam treinando, deixando Illyria a sós com seus pensamentos. Ao chegarem là¡, Spike avistou Buffy, que o viu. Os dois ficaram se encarando por um tempo, até que o vampiro se aproximou dela.
- Oi, Buffy. "“ ele finalmente falou "“ Hà¡ quanto tempo...
- O quê? "“ Buffy estava zonza "“ Ah, sim! à‰, faz tempo mesmo...
- à‰ bom ver você. "“ ele engoliu em seco.
- à‰... à‰ bom ver você também.
- Como é a Europa? à‰ melhor morar là¡ do que em Sunnydale?
- Bom... Nà£o é a Boca do Inferno, entà£o...
Houve outro momento de silêncio, que foi quebrado por Faith.
- E aà­, B?
- Ah, oi Faith, tudo bem?
- Cinco por cinco. Hà¡ quanto tempo você chegou?
- Hà¡ uma hora, mais ou menos.
- A viagem deve ter sido dura. Se você quiser descansar um pouco, pode deixar que eu tomo conta de tudo por aqui.
- à‰... Obrigada. Eu vou indo... "“ ela se virou pra Spike "“ Foi bom ver você de novo... Entà£o... Tchau. "“ disse, saindo dali. Ela estava pà¡lida.
Nisso, uma voz conhecida chamou por Spike.
- Spike, é você mesmo?
O vampiro virou-se para ver quem era.
- Hey, Dawn! "“ exclamou "“ Você cresceu...
E ele nà£o estava mentindo. Se Buffy jà¡ se sentia mal antes por ser mais baixa que sua irmà£, agora devia sentir-se humilhada. Dawn havia crescido, e muito.
- à‰ bom ver você! "“ disse ela, com um sorriso "“ Todos sentimos sua falta! Quero dizer, Xander nà£o parecia muito preocupado com você...
- Eu nà£o posso culpà¡-lo. "“ disse ele "“ Eu dormi com a namoradinha dele. Ela nunca vai me perdoar por isso.
- Você e Anya? "“ perguntou Faith, muito surpresa "“ O que mais aconteceu enquanto eu estive na cadeia? Willow ficou grà¡vida?
- O quê? "“ disse uma voz espantada, atrà¡s de Faith "“ Willow està¡ grà¡vida?
- Nà£o, Kennedy... "“ explicou Dawn "“ Faith tava apenas brincando...
- Foi mal aà­... "“ disse Faith, sem fazer muito esforço pra conter o riso.
A garota voltou ao seu treinamento, com uma cara de poucos amigos e um olhar ameaçador pra cima de Faith.
- Nossa "“ disse ela "“, ela nà£o tem um pingo de senso de humor. A outra era mais calminha... Como era mesmo o nome dela?
- Tara? "“ perguntou Dawn, com uma cara triste "“ Você a conheceu ?
- Isso mesmo, Tara! Quando eu tava no corpo da B eu encontrei ela e a Will no Bronze. E eu meio que disse pra ela umas coisas nem um pouco legais... "“ vendo a tristeza no olhar de Dawn, Faith acrescentou "“ Mas ela parecia ser uma garota legal, apesar de ser muito tà­mida. Eu queria ter tido a chance de pedir desculpas pra ela...
- Ela era bem legal mesmo. "“ Dawn disse com um sorriso, ainda triste "“ Eu espero que a Kennedy nà£o me ouça, mas "“ a garota se aproximou de Faith e baixou a voz, quase num sussurro "“ a Tara completava a Willow, e a Willow completava a Tara, sabe? Era como se as duas fossem feitas uma para a outra, almas-gêmeas de verdade... Até hoje eu sei que a Will sente muita falta dela, e ela tentou muitas vezes trazer a Tara de volta. E se ela parou de tentar, foi só pra nà£o magoar a...
- Kennedy! "“ gritou uma das Caça-Vampiros.
Dawn, Faith e Spike se viraram para ver o que havia acontecido. Aparentemente, Kennedy tinha acertado com tudo a garota que estava treinando com ela, e que agora permanecia caà­da no chà£o.
- Oh, meu Deus! "“ disse ela "“ Eu sinto muito, eu nà£o queria te machucar... Foi sem querer...
- Nà£o se preocupe. "“ respondeu a outra, se levantando e tentando conter o sangue que saia de um corte em seu là¡bio.
Ela olhava ameaçadoramente pra Kennedy, que lançava um olhar quase que assassino para Dawn, até que resolveu sair dali.
- Quando se tem a audiçà£o de uma Caça-Vampiros, se ouve tudo... "“ disse Dawn, desanimada.
- Eu nà£o sei quanto a vocês "“ disse Spike, olhando fixamente para o sangue na boca da garota machucada "“, mas de repente me deu uma fome...
- Eww... "“ Dawn fez uma careta de nojo.
- Podem ir comer, se vocês quiserem. "“ Eu cuido das coisas por aqui. E se por acaso vocês encontrarem a Kennedy, nà£o digam que eu estou aqui... Falem que eu fui pra Sibéria, e só volto no Natal!
- Sibéria, huh? "“ disse Faith, com um sorriso "“ Pode deixar, D.
- E por favor "“ continuou a adolescente "“, nà£o me chame assim. à‰ tà£o... Insignificante! Chame-me de Dawn, ou até mesmo de Dawnie, mas D nà£o...
- Certo. "“ respondeu Faith, deixando a sala ao lado de Spike "“ Engraçado, a B nunca me fez chamà¡-la de Buffy...
Spike nà£o respondeu. A simples mençà£o do nome de Buffy o deixara mais branco do que o normal. Faith simplesmente balançou a cabeça e o acompanhou.
Enquanto isso, no laboratório, Willow e Angel conversavam.
- Isso foi tudo o que encontrei "“ disse o vampiro, entregando um rolo de papel à  bruxa "“ Espero que ajude.
Willow esticou os papéis sobre uma mesa e os observou bem.
- Isso! "“ exclamou, empolgada "“ à‰ justamente o que eu precisava! Maria, venha ver. "“ disse ela, e uma garota parou de examinar o aparelho e se dirigiu ao local onde eles estavam "“ Ao contrà¡rio do que a gente pensou "“ continuou Willow, apontando constantemente para os papéis "“, nós precisamos reverter o sistema nesse ponto, e nà£o no centro dele. Se a gente abrir esse pedaço, serà¡ mais fà¡cil.
- Certo. "“ disse a Caça-Vampiros "“ E eu tenho aqui comigo todo o material necessà¡rio para isso. Vou começar agora mesmo.
- Ok. Angel "“ disse Willow virando-se para o vampiro, enquanto Maria voltava ao aparelho "“, muito obrigada pela ajuda. Agora pode deixar com a gente. Se tudo correr bem, o aparelho estarà¡ pronto até... "“ ela olhou para seu relógio de pulso, que marcava 4h da madrugada "“ O final da noite. "“ ela entregou para ele um pedaço de papel "“ Esse é o material para o feitiço. Peça pra alguém deixar tudo preparado. Ah, e eu preciso saber quantas pessoas eu vou... você sabe...
- Pode deixar "“ disse ele, guardando o pedaço de papel no bolso de sua jaqueta "“, eu vou conversar com a Buffy e os outros e depois te passo o que a gente decidir.
- Entà£o està¡ tudo certo. à‰ melhor eu voltar ao trabalho.
- Ok. Eu vou fazer o mesmo. Boa sorte!
- Pra você também!
Ele deixou a sala, ao mesmo tempo em que Kennedy entrava. Eles cumprimentaram-se brevemente e continuaram seus caminhos.
- Hey! "“ disse Willow, sorrindo ao ver Kennedy se aproximar "“ Eu achei que você estava treinando. O que te trouxe até aqui?
- O que você acha? "“ a Caça-Vampiros respondeu, beijando levemente os là¡bios da outra "“ Na verdade, eu precisava ter uma conversa séria com você. Vamos pra algum lugar mais... Reservado?
- Kenn, você sabe como é, nós estamos nos preparando pra uma grande batalha, nà£o podemos perder tempo.
- Entà£o agora é isso que eu sou, uma perda de tempo? "“ ela começava a se exaltar.
- Eu nà£o disse isso... à‰ que nós estamos ocupadas. Nós precisamos fazer um feitiço pra ressuscitar os mortos o mais rà¡pido possà­vel.
A Caça-Vampiros fez uma cara ainda mais perturbada.
- Hà£... Willow... "“ disse Maria, tentando amenizar o clima pesado na sala "“ Você pode ir, eu posso me virar sozinha por aqui.
- Você tem certeza? "“ perguntou a bruxa.
- Você ouviu a garota. "“ disse Kennedy, arrastando Willow para a sala que antes fora de Fred "“ Valeu. "“ disse, virando-se para a outra Caça-Vampiros "“ Entà£o... "“ recomeçou ela, ao fechar a porta "“ feitiço pra reviver os mortos, huh?
- à‰ isso mesmo. "“ respondeu Willow "“ Quero dizer, nosso exército é bem forte e à¡gil, mas restaram poucos com experiência para enfrentar o fim do mundo. Nosso plano é trazer de volta aqueles que nos ajudaram nas batalhas, mas nà£o sobreviveram a elas.
- E... Quem seriam essas pessoas?
- Eu ainda nà£o sei. "“ Willow finalmente começava a entender a preocupaçà£o da Caça-Vampiros "“ Angel vai conversar com Buffy e eles me trarà£o uma lista com as pessoas que eu devo trazer de volta.
- Mas você... Jà¡ pensa em alguém pra entrar nessa lista?
Willow nà£o respondeu imediatamente. O clima na sala estava extremamente tenso.
- Kenn, eu sei o que você està¡ pensando. E eu nà£o vou mentir e falar que eu nà£o pensei em trazer Tara de volta. Nós duas sabemos que ela sempre serà¡ uma parte importante da minha vida, e também... Do meu coraçà£o. Mas eu realmente nà£o sei o que devo fazer. Eu jà¡ passei por uma situaçà£o assim antes, e eu queria nunca mais ter que enfrentar isso de novo, mas se na lista que Angel me entregar estiver o nome de Tara, eu... "“ ela parou por um momento, e suspirou. A outra se esforçava ao mà¡ximo para conter as là¡grimas que insistiam em sair de seus olhos "“ Isso definitivamente nà£o vai dar certo. Esse tempo que a gente passou juntas foi incrà­vel, mas desde que a gente saiu de Sunnydale, tudo mudou. - Willow passou carinhosamente sua mà£o no rosto de Kennedy, com os olhos cheios de à¡gua, e acrescentou: - Eu sinto muito. "“ Entà£o ela saiu da sala, deixando a Caça-Vampiros a sós com suas là¡grimas.
Na cantina, Faith e Spike terminavam sua boquinha. Os dois conversavam sobre lutas, inimigos, romances e decepçàµes.
- E foi assim que Xander perdeu sua virgindade. "“ Faith acabava de contar uma de suas histórias.
- Quem diria que o pequeno Xander conseguiria levar uma garota como você pra cama? Esse tipo de coisa só acontece uma vez em cada século.
- Bom, o que eu podia fazer? A gente enfrentou uma luta sozinhos, ele me acompanhou até meu apê e, bem... Eu acho que você vai concordar quando eu disser que lutar dà¡ fome e tesà£o.
- Nem me fale!
Os dois ficaram se encarando por um tempo, até que Andrew apareceu do nada.
- Spike, como é bom ver você de novo! "“ disse ele, enquanto abraçava o vampiro, que olhava para Faith como que dizendo "nà£o acredito que esse palhaço também veio". Ela sorria discretamente.
- Hey, Andrew. "“ disse ele, empurrando o outro para trà¡s "“ O que te traz aqui?
- Ah, sim. "“ respondeu o garoto "“ Buffy està¡ convocando uma reunià£o com a gangue toda. Parece que tem a ver com o feitiço que a Willow està¡ preparando,
- à‰ "“ começou Faith "“, parece que acabou a pausa pro almoço.
- à‰ hora de voltar ao trabalho. "“ completou Spike
Os três deixaram a cantina e seguiram para a sala de Angel, onde ele, Buffy, Dawn e Xander jà¡ esperavam por eles.
- Agora que vocês chegaram, nós finalmente podemos começar. "“ disse Angel "“ Andrew, và¡ cuidar das outras Caça-Vampiros.
- Droga! "“ reclamou o garoto "“ Eu sempre fico de fora das decisàµes importantes.
- Qual é o problema? "“ perguntou Faith, depois que Andrew fechou a porta.
- Nós precisamos decidir quem Willow trarà¡ de volta à  vida, o mais rà¡pido possà­vel. "“ respondeu Buffy.
- E por onde começamos? "“ perguntou Xander.
- E quantas pessoas nós traremos de volta? "“ perguntou Dawn.
- à‰ o que nós precisamos decidir. "“ respondeu Angel "“ Se alguém quiser, pode começar.
Todos permaneceram em silêncio por um longo perà­odo.
- Angel "“ disse Buffy -, você falou que perdeu quatro aliados. Quem sà£o eles, e como eles podem nos ajudar?
- Bom "“ começou o vampiro "“, Cordelia e suas visàµes seriam de grande ajuda pra localizarmos o inimigo. Fred poderia criar armas bem úteis. Gunn seria um bom trunfo durante a batalha, e Wesley... Bom, acho que nem preciso falar.
- Certo. "“ disse ela "“ Entà£o... Fale pra Will preparar seis corpos.
- Como assim, seis? "“ perguntou Faith.
- Bom, nà£o seria justo deixar Anya e Tara fora dessa batalha. "“ respondeu Buffy
Xander e Dawn olharam pra ela, repletos de gratidà£o.
- Ficou feliz, garota? "“ perguntou Spike para Dawn "“ Sua amiga vai voltar.
A garota simplesmente sorriu para ele, e depois para sua irmà£.
- Bom, se todos està£o de acordo "“ disse Angel "“, vou falar com a Will agora.
Todos balançaram positivamente suas cabeças. A decisà£o estava tomada. Angel saiu da sala em direçà£o ao laboratório, onde passaria a Willow a lista feita.
- Agora só nos resta esperar. "“ disse Spike.
- Eu sugiro que todos descansem bastante. "“ disse Buffy "“ Faith, por favor, passe meu recado à s outras.
- Pode deixar, B.
- E Dawn... "“ chamou Buffy "“ Posso conversar com você?
Todos saà­ram da sala, deixando a Caça-Vampiros e sua irm࣠sozinhas.
- O que foi, Buffy? "“ perguntou a garota.
- à‰ que... "“ a outra nà£o sabia por onde começar "“ Bom, eu... Eu queria saber se você ficou chateada porque eu nà£o coloquei a mamà£e na lista...
As duas se encararam por um momento, até que Dawn respondeu.
- Buffy, eu sei que você também sente falta da mamà£e. E... Eu nà£o sei, mas eu sinto que ela està¡ em um lugar muito melhor agora. E eu nà£o acho que ela seria de muita ajuda na batalha... Além disso, você tem feito um ótimo trabalho cuidando de tudo. Mamà£e ficaria orgulhosa.
A garota sorriu pra sua irmà£, que retribuiu o sorriso e a abraçou.
- Eu te amo! "“ disse ela.
- Eu sei. E eu também te amo.
- Bom, é melhor a gente descansar um pouco também. Eu preciso dormir um pouco... Acho que vai demorar um pouco até que eu consiga tempo pra descansar de novo... E você deveria fazer o mesmo!
- Sabe, nà£o é uma mà¡ idéia! "“ disse Dawn, enquanto deixava a sala, abraçada à  sua irmà£.
E naquela tarde, todos descansaram. Todos, menos Willow e Maria, que preparavam a mà¡quina para aquela noite. Mas depois elas também teriam tempo pra relaxar, mas só depois de o feitiço ter sido feito "“ Willow nà£o descansaria antes disso.
Ao final da noite, tudo estava pronto para o feitiço. No centro do saguà£o de entrada, foi desenhado um pentagrama vermelho, e no centro dele tinha uma linda fênix, também vermelha. Na frente do desenho, podia-se perceber seis montinhos com uma mistura de và¡rios produtos que poderiam ser facilmente encontrados na Magic Box "“ se ela ainda existisse.
Estavam ali apenas Buffy, Angel, Xander e Willow. A bruxa estava nervosa, mas nà£o era a única. Todos ali compartilhavam um sentimento de ansiedade muito grande. E nà£o era pra menos. Eles estavam prestes a rever pessoas que haviam perdido. Qualquer um estaria igual nessa situaçà£o.
- Bom... "“ disse Willow "“ à‰ isso. Chegou a hora.
- Todos entenderam o que devem fazer? "“ perguntou Buffy, e os outros balançaram positivamente a cabeça "“ à“timo. Will... "“ ela e sua melhor amiga se encararam e depois se abraçaram "“ Boa sorte!
Xander aproximou-se e abraçou as duas.
- Tome cuidado, ok? "“ disse, enquanto beijava a testa da ruiva.
- Nà£o se preocupem! "“ respondeu ela, com seu sorriso nervoso "“ Vai dar tudo certo!
Eles continuaram daquele jeito por algum tempo.
- Eu sinto ter que dizer isso "“ começou Angel "“, mas é melhor a gente começar logo.
- Você tem razà£o. "“ disse a Caça-Vampiros, separando-se de seus amigos e pegando a mà¡quina "“ Eu acionarei isso aqui.
- E eu "“ disse Xander, se afastando de Willow "“ vou ficar por perto, só por precauçà£o.
- Certo. "“ disse ela, respirando fundo "“ Eu estou pronta. Pode mandar ver, Buffy. "“ e falando isso, fechou os olhos.
Buffy hesitou por um momento. Fechou os olhos, respirou fundo, abriu-os novamente e ligou o aparelho.
Nisso, um raio azul disparou do aparelho e acertou Willow. A luz era tà£o forte que todos viram-se obrigados a fechar os olhos. Quando tudo pareceu ter terminado, eles voltaram a abrir seus olhos, e puderam ver a transformaçà£o da bruxa. Ela ainda era Willow, mas em seu cabelo viam-se và¡rias mechas azuis, quase tà£o azuis quanto seus olhos haviam se tornado. E da mesma forma que havia acontecido com Fred, sua pele havia tomado a aparência de escamas azuis.
- Gostei do cabelo. "“ brincou Xander.
- Uau! "“ exclamou ela "“ Isso é tà£o... Azul! à‰ bom acabar logo com isso, pra ter meu cabelo ruivo de volta!
Assim, ela aproximou-se do desenho no centro da sala, ajoelhou-se sobre o pà¡ssaro desenhado, estendeu os braços para frente e começou a entoar o feitiço:

"Em nome de todas as forças do Céu e da Terra... Com a alma limpa e cheia de devoçà£o sincera... Peço humildemente à  grande e poderosa Fênix... Aquela que retorna das próprias cinzas... Conceda-me o poder do bem, e atenda ao chamado de sua serva, aqui presente... Concedendo a graça de sua presença."

Entà£o, de cada ponta do pentagrama começaram a sair feixes vermelhos de luz, que tornavam-se azuis e voltavam a ser vermelhos ininterruptamente. De repente, os outros puderam ver a imagem do pà¡ssaro sobrevoando a cabeça de Willow.
- Uau! "“ exclamou Xander "“ Isso é melhor do que Harry Potter!
Buffy e Angel nem prestaram atençà£o ao comentà¡rio, ou pelo menos fingiram nà£o ter escutado. Estavam atentos observando o que acontecia com sua amiga. Foi quando a Fênix e Willow fundiram-se, e as luzes, antes vermelhas e azuis, tornaram-se violetas. Houve um grande clarà£o. Onde antes encontravam-se os pequenos montes de produtos mà¡gicos, estavam agora seis vultos. Entà£o, pequenas esferas luminosas saà­ram do corpo da bruxa e, rà¡pidas como raios, atingiram os vultos. Mais um clarà£o, e tudo estava terminado.
Willow permanecia caà­da no centro da sala, jà¡ com sua aparência normal "“ apesar de estar um pouco pà¡lida. Ao seu redor, estavam aqueles que abaram de ser trazidos de volta à  vida. Buffy e os outros permaneciam imóveis.
- Serà¡ que eles està£o... Bem? "“ perguntou finalmente Xander.
Angel foi até o centro da sala e observou calmamente cada um dos corpos ali no chà£o. Gunn, Wesley, Fred, Anya, Cordelia e Tara "“ estavam todos ali, em carne e osso.
- Bom, se você quer saber se eles està£o vivos... "“ disse ele "“ Sim, està£o todos bem. Aparentemente està£o dormindo, mas eu posso escutar a respiraçà£o de cada um, inclusive de Willow.
Com essa notà­cia, Buffy e Xander respiraram aliviados e sorriram.
- Bom "“ começou a Caça-Vampiros "“, a gente nà£o pode deixà¡-los dormindo no chà£o... Vamos levà¡-los pra algum lugar mais confortà¡vel pra que descansem.
- Boa idéia! "“ exclamou Xander "“ Mas acho que nós vamos precisar de ajuda... Eu vou chamar Faith, Spike e mais uma ou duas Caça-Vampiros pra ajudar. Eu volto logo.
Ele saiu da sala correndo, deixando Buffy e Angel sozinhos. A garota aproximou-se do centro do saguà£o, para poder ver melhor seus amigos.
- Eu pensei que nunca mais iria vê-los... "“ disse ela "“ Bom, pelo menos nà£o nesse mundo...
- Sei o que quer dizer... Mas eu também nà£o esperava rever você, e veja o que aconteceu... "“ Angel deu um pequeno sorriso,
- Pois é... Acho que o inesperado acontece com muita frequência quando o fim do mundo està¡ perto...
Os dois se olharam por um tempo, como se estivessem relembrando o passado com saudades, mas logo voltaram ao presente e desviaram o olhar. Foi quando Xander voltou, trazendo consigo Spike, Faith, Dawn, Maria, Anna e Teresa. Spike olhou com ciúmes para os dois parados ali, sozinhos, mas percebeu que Faith o observava com um sorriso no rosto e desviou o olhar para os corpos deitados no chà£o.
- E entà£o, deu tudo certo? "“ perguntou ansiosamente Dawn.
- Parece que sim. "“ respondeu Buffy com um sorriso "“ Mas agora nós precisamos arranjar um lugar pra deixà¡-los descansando até que todos despertem. Angel "“ disse, voltando-se para o vampiro "“, alguma idéia?
- Bom "“ respondeu ele "“, no meu quarto tem uma cama grande, e a gente podia improvisar mais algumas no chà£o... O que você acha?
- Acho que tudo bem. "“ respondeu ela "“ Entà£o... Dawn, Spike, và£o até o quarto do Angel e arrumem algumas camas pra gente"¦ Nós iremos logo com os dorminhocos. "“ ironizou ela.
- Tudo bem. "“ disse Dawn.
Spike simplesmente olhou para Buffy, que desviou seu olhar. Ele balançou a cabeça, revirando os olhos, e saiu, acompanhado por Dawn.
Logo, todos estavam acomodados no quarto de Angel. E eles foram deixados ali para descansar, enquanto os outros planejavam o que fazer em seguida.
Ao final da tarde do dia seguinte, Willow finalmente acordou. Bastou olhar ao seu redor pra concluir que o feitiço havia dado certo. Foi quanto seu olhar fixou-se em uma das pessoas ali deitadas. Ela levantou-se e lentamente dirigiu-se até Tara, que ainda dormia tranquilamente onde a haviam deixado. A ruiva ajoelhou-se ao lado dela e passou a mà£o carinhosamente pelo seu cabelo. Foi como ela permaneceu por algum tempo. Trinta minutos, uma hora, ela nà£o saberia dizer. Ela só ficou ali, imóvel, esperando que Tara despertasse.
Um pouco espantada, Tara esfregou os olhos e olhou ao seu redor, procurando descobrir onde estava. Quando seu olhar cruzou com o de Willow, ela reparou que a outra estava prestes a chorar. Sem entender nada, ela sentou-se.
- Oi... "“ disse, ainda um pouco sonolenta "“ O que aconteceu? Onde nós estamos?
Willow simplesmente a abraçou, e as là¡grimas começaram a sair de seus olhos. Tara ficou ainda mais perdida.
- Will? O que houve? Por que você està¡ chorando assim? "“ perguntou.
- Eu pensei que nunca mais ouviria sua voz, ou poderia te abraçar de novo... Eu senti tanto a sua falta... "“ Willow nà£o conseguia conter as là¡grimas que saiam sem parar de seus olhos.
- Calma, està¡ tudo bem...
Elas ficaram abraçadas por um tempo, até que Willow conseguiu conter seu choro.
- Agora me explique "“ começou Tara "“, o que està¡ acontecendo?
A outra explicou-lhe o mais breve possà­vel tudo o que havia acontecido. Falou como Warren havia atirado em Tara, como Willow havia ficado fora de si e quase destruira o mundo, como ela voltou ao normal, como Sunnydale havia sido destruà­da e como Willow havia feito um feitiço pra reviver os mortos, entre eles sua antiga namorada.
Depois de um tempo sem dizer nada, como se estivesse digerindo as informaçàµes, Tara finalmente manifestou-se.
- Quer dizer que... Eu morri?
- Pra meu desespero, sim.
- E quanto tempo se passou, exatamente?
- Completou dois anos hà¡ um mês...
- E Sunnydale... Quero dizer, tudo foi devastado? Nà£o sobrou nada?
- Nà£o... Apenas um grande buraco... Um buracà£o enorme, pra ser mais exata...
- Uau! Eu... Eu nem sei o que dizer...
- Bom, você nà£o precisa se preocupar... Tem uma grande batalha se aproximando, e isso vai te deixar ocupada por um tempo... O que me preocupa é saber que, assim como você, a última coisa que essas pessoas và£o lembrar serà¡ os seus últimos momentos de vida... Nós vamos ter uma longa história pra contar pra cada um!
- Nem me fale!
As duas sorriram por um momento. Willow estava radiante por poder novamente conversar com Tara. Mas ainda assim, alguma coisa a deixava preocupada. O que fazer agora? Tara nà£o sabia de nada sobre Kennedy, como elas ficariam? Willow queria que tudo voltasse a ser como antes entre ela e Tara, mas o que a outra pensaria depois de saber que sua namorada havia saà­do com outra pessoa enquanto ela estava fora?
- Alguma coisa errada? "“ Tara conhecia Willow muito bem, e percebeu que algo a incomodava.
- Mais ou menos... à‰ que... "“ Willow suspirou profundamente "“ Eu nà£o sei como te dizer isso, mas... Eu... Enquanto você estava... Antes de te trazer de volta, eu... Eu namorei outra pessoa.
Tara engoliu em seco, mas tentou parecer inabalada.
- Ah... Bem, eu nà£o posso te culpar... Afinal, era como se você estivesse viúva, certo? "“ Ela forçou um sorriso. "“ Quero dizer, nà£o era como se você estivesse me traindo ou algo assim... Além disso, você é uma garota incrà­vel, eu tenho certeza que tinha muita gente de olho em você mesmo quando a gente estava juntas...
Willow sorriu por um momento, e Tara retribuiu com um meio sorriso, mas logo a ruiva voltou a falar.
- Mas... Eu ainda nà£o terminei... Quando eu pensei que havia a possibilidade de te trazer de volta, eu... Eu percebi que... Que o que eu sentia por ela era muito diferente do que eu sentia... Sinto... Por você... Eu nà£o digo que nà£o amava ela, mas... Nà£o era tà£o forte, entende? E no momento que eu percebi isso, eu sabia o que deveria fazer... Eu terminei o namoro com ela, e se você me aceitar, eu... Eu gostaria de voltar a ser a sua garota.
Willow corou, mas nà£o deixou de olhar fixamente para Tara, que ficou sem açà£o por um momento. Tara baixou os olhos, e depois de algum tempo voltou a olhar pra Willow com um sorriso. Ela passou a mà£o pelo rosto da outra.
- Isso seria ótimo. Afinal, pra mim, nós nunca nos separamos, certo?
Willow sorriu e abraçou fortemente Tara. Ela sabia que o clima entre ela e Kennedy ficaria pesado, mas sua felicidade no momento era tanta que ela resolveu nà£o se preocupar. Ela tinha seu grande amor de volta. Isso era mais que suficiente.
- Venha, vamos sair daqui! "“ disse ela de repente "“ Tem mais gente que eu sei que iria adorar ver você de novo.
- Tudo bem! Vai ser bom rever o pessoal... Mesmo que pra mim seja como se eu os tivesse visto ainda hoje... Espera aà­, se jà¡ se passou tanto tempo, a Dawnie jà¡ se formou!
- Pois é... Ela se formou, mas nà£o pà´de participar da formatura... Todos nós tivemos que vir correndo pra Los Angeles ajudar o Angel nessa nova batalha...
- Pobre Dawn... Ela jà¡ perdeu tanta coisa por causa de todas essas batalhas... à€s vezes eu lembro de vê-la com um olhar tà£o triste, e quando eu perguntava o que era ela falava o quanto seria legal ter uma vida normal...
- Nem me fale... Mas ela està¡ bastante mudada... Agora Buffy deixa que ela participe realmente das lutas... E ela tem ajudado bastante com as pesquisas também... Acho que aprendeu com o Giles... Nem parece irm࣠da Buffy...
As duas sorriram e deixaram o quarto.
Ao chegarem ao quartel-general improvisado na sala de Angel, encontraram todos reunidos, dando inà­cio a um emocionante reencontro. Podia-se ver claramente no rosto de todos a felicidade por reencontrar um ente querido.
Depois dos abraços, Angel e Buffy contaram algumas novidades desconhecidas pelas duas. Primeiro, a estranha situaçà£o de Illyria, que havia sido encontrada inconsciente na sala de Wesley algumas horas depois do feitiço, e assim permanecera até aquele instante. Segundo, Kennedy havia desaparecido naquela manhà£. Essa notà­cia deixou Willow preocupada, pois ela acreditava ser tudo culpa sua. Era preciso encontrar Kennedy e resolver tudo com ela. Essa situaçà£o nà£o poderia continuar em plena guerra.
Enquanto os outros discutiam os acontecimentos, Xander escapuliu da sala e foi até o quarto onde estavam descansando os ressuscitados. Vagarosamente, ele entrou e dirigiu-se até Anya, que ainda dormia. Ele se aproximou e beijou-lhe a face, fazendo com que ela acordasse repentinamente.
- Xander? "“ disse ela assustada "“ O que està¡ acontecendo? Onde nós estamos? Por que eu nà£o tenho um quarto grande e luxuoso como esse?
Ele fez sinal para que ela se calasse e o seguisse. Eles entà£o se dirigiram para fora dali, e mal chegando ao corredor, ela exigiu respostas à s suas perguntas.
- Bom "“ Xander começou "“, nós estamos na Wolfram & Hart, onde o Angel trabalha. Outro apocalipse està¡ a caminho, e todos nós juntamos forças pra enfrentà¡-lo juntos. E, bem... Nà£o tem jeito fà¡cil de dizer isso, entà£o là¡ vai: você morreu na batalha contra o First, e Willow usou um feitiço pra te trazer de volta à  vida, junto com a Tara, a Cordy, o Wesley e mais algumas pessoas que serà£o de grande ajuda nessa luta.
- O que? Como eu posso ter morrido? Eu que sempre fugia quando o fim do mundo se aproximava, e... Angel trabalha aqui? Acho que vou pedir um emprego pra ele, parece que caras de terno lucram mais que a Magic Box.
Xander a beijou, emocionado.
- Sabe, eu senti muito a sua falta. "“ disse ele "“ à‰ muito bom ouvir essas besteiras novamente.
- Pelo menos alguém sentiu minha falta... Eu nunca pensei que minha morte seria motivo de tristeza pra alguém... Nem mesmo pra você, afinal, a gente nà£o estava exatamente numa boa.
- Bom, jà¡ que você pensou essa bobagem, venha comigo pra eu te mostrar que todos sentiram sua falta.
Xander pegou a mà£o de Anya e eles seguiram pelo corredor.
- Essa grande reunià£o por acaso envolve presentes? "“ ela perguntou, levando um sorriso ao rosto abatido de Xander.
Dentro do quarto, Fred acabara de despertar. Ao olhar ao seu redor, avistou Wesley, que também acordava. Sem dizer nada, ela se aproximou dele.
- Olà¡. "“ disse.
- Illyria? "“ Wesley perguntou, ainda meio sonolento "“ O que houve? Como eu vim parar aqui?
- Nà£o se preocupe, està¡ tudo bem agora. "“ a garota sorriu docemente.
- Eu pensei que estivesse morto. Como foi que eu resisti à quele ferimento? "“ entà£o, ocorreu-lhe uma idéia que o fez acordar de vez e sentar-se "“ Por acaso eu... Eu nà£o resisti? Isso é... O outro mundo? Fred, é você?
- Bom, você realmente nà£o resistiu ao ferimento, e sim, sou eu mesma, mas aqui nà£o é um outro mundo, nós fomos trazidos de volta à  vida através de um feitiço, assim como Cordy, Charles...
- Isso é... Uau! Se o que você està¡ falando é verdade, o que aconteceu foi algo completamente sem precedentes!
- Nem me fale... "“ disse de súbito uma voz que vinha do outro lado do quarto.
- Ah, hey, Cordy! "“ disse Fred, com um sorriso "“ Eu nà£o sabia que você jà¡ tinha acordado. à‰ bom te ver de novo!
- Sem querer ser chata, mas vamos deixar os alegres reencontros de lado. "“ disse Cordelia "“ O que diabos aconteceu? Angel nà£o iria tentar algo tà£o grande quanto ressuscitar mortos sem um bom motivo.
- Você està¡ certa. "“ respondeu Fred "“ Na verdade, o apocalipse està¡ acontecendo, o definitivo desta vez, e para enfrentà¡-lo serà¡ necessà¡ria toda a força disponà­vel. Por isso, tem um verdadeiro exército là¡ fora, formado por Caça-Vampiros vindas de và¡rios lugares do mundo, e na frente delas està£o Buffy e Faith. Além delas...
- Quer dizer que... "“ Cordy interrompeu "“ Buffy està¡ aqui?
- Isso mesmo. "“ a outra continuou "“ E ela veio com toda a sua gangue. Alià¡s, foi a Willow quem nos trouxe de volta, nà£o podemos esquecer de agradecê-la.
- E... "“ Wesley saiu de seu silêncio "“ Como você sabe de tudo isso?
- Eu... "“ Fred ficou espantada "“ Eu nà£o sei! Eu simplesmente sei... à‰ como se eu tivesse acompanhado tudo silenciosamente, o tempo todo.
- Hm... "“ Wesley parecia intrigado "“ Estranho... A nà£o ser que... à‰ isso! "“ ele exclamou "“ Seu espà­rito permaneceu no seu corpo, mesmo depois de Illyria tê-lo tomado. Impressionante!
- Desculpem "“ interrompeu Cordelia "“, mas se o que você disse é verdade, nós nà£o podemos perder tempo. Vamos nos preparar para chutar o traseiro dos demà´nios nojentos!
- Hey, nà£o esqueçam de mim! "“ Gunn disse, enquanto se levantava, bocejando "“ Eu nà£o sei se entendi direito a história, mas só sei que eu estou com tudo, cheio de vontade de acabar com demà´nios!
Os quatro saà­ram dali e juntaram-se aos demais.
Naquela noite foi organizada uma grande festa na firma, pra comemorar os recentes reencontros. Afinal, dep de muito tempo todos estavam reunidos novamente. à‰ claro que havia a preocupaçà£o com a guerra que se aproximava cada vez mais, mas todos faziam o possà­vel para esquecer o futuro e preocupar-se com o presente, o agora. Era preciso à¢nimo para encarar de frente os perigos eminentes, disso todos tinham certeza.
Na festa, todos colocavam o assunto em dia, coisa que nà£o havia dado tempo de fazer antes. Buffy e Dawn falavam dos lindos garotos italianos que elas conheceram, deixando Angel e Spike enciumados. Willow contava o quanto ela estava encantada com o Brasil, e também com os brasileiros. Xander explicava como havia conseguido escapar quase ileso de uma tribo de demà´nios canibais do coraçà£o da àfrica. Faith descrevia com detalhes "“ e exageros "“ uma noite em que enfrentou sete vampiros chineses e os impediu de invocar uma divindade demonà­aca em forma de um enorme dragà£o azul. Andrew mostrava para todos a foto de sua namorada, uma Caça-Vampiros italiana chamada Gina, que impressionou a todos.
Eles haviam passado por muita coisa interessante, mas nà£o tiveram muito tempo para contar tudo. Kennedy voltou para a firma, e ela nà£o estava sozinha: trazia consigo Hamilton. Os outros correram até eles e encheram a garota de perguntas. Ela começou entà£o sua história.
- Eu estava andando por aà­ e encontrei esse cara caà­do num beco. Eu achei estranho e resolvi verificar melhor. Quando eu cheguei perto, ele me agarrou pelo pescoço. Com minha força de Caça-Vampiros, eu logo consegui me livrar, e o joguei contra a parede. Mais do que depressa, ele me disse quem era e eu resolvi trazê-lo pra cà¡.
- à“timo! "“ exclamou Angel "“ Agora ele pode esclarecer tudo, e nos contar tudo o que sabe sobre a firma e os demà´nios que nos atacaram.
- E o que faz você pensar que eu vou falar alguma coisa? "“ perguntou Hamilton.
Angel deu-lhe um chute no rosto que o levou direto ao chà£o. Entà£o, o vampiro o agarrou pelo pescoço, levantando um pouco sua cabeça.
- Està¡ vendo todas essas garotas? "“ perguntou "“ Pois todas sà£o Caça-Vampiros. Além disso, nós também temos dois vampiros com mais de cem anos de lutas e duas bruxas poderosà­ssimas. à‰ o suficiente pra você?
Ao ouvir a última parte, Kennedy fez cara de poucos amigos.
- Você està¡ blefando! "“ disse o outro, com um sorriso no rosto "“ Todos sabem que só existe uma Caça-Vampiros. "A cada geraçà£o, nasce uma Caça-Vampiros. Ela sozinha deverà¡ lutar contra as forças do mal na Terra." Eu sei que por motivos excepcionais existem duas delas atualmente, mas uma està¡ na cadeia, bem longe daqui.
- Eu acho que você està¡ um pouco desatualizado. "“ disse Faith "“ Eu fugi da prisà£o hà¡ mais de um ano, e pouco tempo depois aconteceu o "milagre" que fez com que milhares de garotas no mundo inteiro ganhassem os poderes das Caça-Vampiros.
- Isso é impossà­vel! "“ Hamilton ainda nà£o acreditava em nada daquilo "“ Se isso fosse verdade, com certeza a Wolfram & Hart estaria sabendo, e conseqüentemente, eu.
- Acho que ele precisa de uma pequena demonstraçà£o. "“ disse Buffy, em tom sério "“ Faith, você quer ter a honra ou eu posso fazer tudo sozinha?
- Vai fundo, B! "“ respondeu a outra.
Entà£o, Buffy arremessou Hamilton pro outro lado da sala. Ela se dirigiu até ele e deu-lhe um soco direto no està´mago. Sem pausa para descanso, deu uma voadora e o atingiu no rosto. A pancadaria continuou por um tempo, até que ele resolveu acreditar que estava vislumbrando um inimaginà¡vel exército de garotas com força, agilidade, rapidez e preparo fà­sico de uma verdadeira Caça-Vampiros.
- Nà£o é possà­vel... "“ ele repetia sem parar. "“ Tantas Caça-Vampiros simplesmente acabam com o equilà­brio entre o Bem e o Mal... Isso é algo totalmente sem precedentes... Os Sócios Majorità¡rios precisam ficar cientes desse fato...
- E você realmente pensa que a gente vai permitir que você faça qualquer coisa? "“ disse Faith.
 
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